sexta-feira, 23 de março de 2012

"Só a luz do luar lhe agradava. A luz do luar não conhecia cores e só vagamente assinalava os contornos do terreno. Ela percorria o campo cinza-sujo e por uma noite estrangulava a vida. Esse mundo como que fundido em chumbo, no qual nada se mexia exceto o vento, que às vezes caía como uma sombra sobre as matas cinzentas e no qual vivia exceto os odores da noite desnuda, era o único mundo que ele permitia que reinasse, pois parecia com o mundo da sua alma."

(O Perfume - Patrick Süskind)

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