Tento sempre me perder nos olhos de outros e
te esquecer em beijos insinceros. Não me permito me encantar por ninguém senão
você, embora nosso encanto já tenha perdido a validade. Tu me contas segredos
de pé de ouvido enquanto a televisão nos mostra tempos antigos e vidas em preto
e branco; me encantas pintando meu mundo em doze cores e eu sorrio para a
felicidade, passageira, traiçoeira; perco-me em braços frios e verdades falsas,
vozes mansas e toques curtos.
Perco-te.
Perco-te e não me acho.
Nem em mim, nem em ninguém.
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