Nos conhecemos em circunstâncias estranhas.
Era ele que alargava meu vazio, me dizendo
palavras bobas ao pé do ouvido, pelo prazer de ver meus pelos se arrepiarem e
meu sorriso perder a cor. Ele tinha tudo e eu só tinha o tempo, congelado na
minha memória, impedido de continuar seu curso.
O barulho da chuva e dos galhos na janela
era o que nos acordava durante a madrugada, apenas para que nos olhássemos por
alguns segundos e entendêssemos que aquilo ali não era nada.
Eu não era nada.
(...)
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