quinta-feira, 17 de abril de 2014

Nos conhecemos em circunstâncias estranhas.

Era ele que alargava meu vazio, me dizendo palavras bobas ao pé do ouvido, pelo prazer de ver meus pelos se arrepiarem e meu sorriso perder a cor. Ele tinha tudo e eu só tinha o tempo, congelado na minha memória, impedido de continuar seu curso.

O barulho da chuva e dos galhos na janela era o que nos acordava durante a madrugada, apenas para que nos olhássemos por alguns segundos e entendêssemos que aquilo ali não era nada.


Eu não era nada.
(...) 

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