domingo, 29 de abril de 2012


Era noite quando a garota se sentou na varanda, com um livro em suas mãos, e se pôs a olhar para o céu. Começou, como numa oração, a movimentar levemente os lábios em silêncio.

Contando estrelas... Contando os dias para te ter em meus braços... E nunca mais te deixar ir...

Contou cara estrela que viu, fez pedidos às mais bonitas e esperou que se realizassem. Guardou as esperanças em uma caixinha de madeira escura numa parte especial de sua memória – e coração – e deixou que um sorriso tímido lhe iluminasse o rosto.

Não eram tantas estrelas, afinal.


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Abril de 2012

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