segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Trezentos e cinco

Trezentos e cinco. Acabei de atualizar. Quatro novos. Fiz um jogo da velha dessa vez. Não sei, mas acho que estou começando a gostar de desenhos e palavras. Lembra daquela frase? Pois é. Pena que esses nunca são tão profundos quanto eu gostaria e não ficam marcados.

Seria ótimo me olhar no espelho todos os dias e ver algumas palavras motivadoras cicatrizando em meus ombros ou pulsos ou coxas ou canelas ou em qualquer outro lugar do meu corpo. Você sabe, nada como ser sempre lembrada do que você odeia e o porquê de odiá-lo.

Eu sinto (sentia) falta disso, se você quer saber. Sentia falta até mesmo da época em que eu não sentia mais nada ao fazê-lo e o fazia cada vez mais forte na tentativa de sentir alguma coisa. Vez ou outra me pego vendo as fotos e lembrando da sensação.

Às vezes sentia medo quando via aquela quantidade enorme de sangue manchando o chão do quarto; às vezes me desesperava por saber que estava totalmente fora de controle; às vezes só tinha vontade de terminar logo o serviço, se é que você me entende. Sinto falta disso também. Sinto falta até dos motivos que eu procurava para fazê-lo... Dos motivos que você me dava, também.

Pena que as coisas não durem tanto quanto parecem que vão durar, não é? Eu sentia que aquilo fazia parte de mim e que sempre iria fazer, mas, assim como você, foi embora e só me restaram as cicatrizes, que até doem de vez em quando, mas não são nada além de cicatrizes.

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Dezembro de 2011

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