quinta-feira, 26 de julho de 2012

Mariazinha



Mariazinha vivia chorando um amor que perdeu
Até um dia perceber que não era e nunca foi seu
Mariazinha deixou de lado a dor
E saiu dando pra todo mundo

quinta-feira, 19 de julho de 2012



Meus olhos se abrem, os cílios grudados uns nos outros, a visão embaçada, me impedindo de ver o que tenho em minha frente. A luz do sol entra timidamente no quarto, iluminando velhos e novos objetos com seu brilho dourado. A janela está fechada, o vidro azulado dando um reflexo estranho para as coisas. Tudo parece frio, como se estivéssemos congelados no tempo, todos mortos. Aperto os olhos, coçando vagarosamente minhas pálpebras oleosas. Tornando a abri-los posso te distinguir no meio de todas as outras formas.
Você dorme, a expressão tranquila como sempre. Vulnerável, permito-me observar seu peito subindo e descendo, permito-me entrelaçar os dedos em seus pelos... me aproximo. Vejo todos os quilômetros que nos separam tornando-se nada enquanto meus olhos se fixam em você.
Sinto um formigamento estranho em meu peito, quase como um bater de asas, enquanto observo sua face calma. É amor, eu penso. As borboletas em meu peito concordam, batendo lentamente suas asas, fazendo cócegas em meu coração aflito. Cócegas que logo se transformam numa dor fina, persistente. Fecho os olhos e você continua ali, como uma estátua de cera, guardada em minha memória. Eu te tenho... E como dói...


(continua...)

sábado, 7 de julho de 2012







 E que de mim reste o amor que eu dei
O tempo que esperei
Tudo o que planejei e não realizei
E, acima de tudo, a lembrança de que não fiz muito, mas tentei...


(Escultura encontrada no cemitério de Staglieno, na Itália. Foto retirada de um site, onde não se encontrava o nome do autor da mesma)