segunda-feira, 29 de abril de 2013

Tell him I said Hello

Você matou a nós dois. - é o que eu quero que o digam se eu não passar dessa noite. Pensem o que quiserem, vocês nunca me conheceram, nunca souberam o que passa pela minha cabeça. Talvez eu seja mesmo doente: ninguém levou a sério. Talvez o que eu sinta seja algo fora do normal, talvez a intensidade dos meus sentimentos seja muito para mim.

Eu estou com sono.

Meus dedos estão ficando dormentes.

Digam a ele que ele podia ter mudado tudo. Digam que as coisas podiam ter sido diferentes. Digam que eu sei que também errei, mas que as palavras me machucaram demais.

Não consigo pensar direito. Meus pulsos doem e as lágrimas estão mais quentes que o normal.

Queria apenas que tudo passasse, que tudo acabasse... Eu não devia estar aqui. Não devia estar em lugar nenhum.

Vocês nunca vão entender a angústia.

Nem eu entendo.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

terça-feira, 9 de abril de 2013

Onde eu estava?


“Onde eu estava?” Onde você estava? Eu vou te dizer onde você estava:
 Estava a oito mil km de distância, sentado na cadeira, com os dedos no teclado, me escrevendo mentiras agradáveis de ler; estava andando de noite na rua, com sua jaqueta de couro, cachecol e calça apertada, mas sem luvas, porque outras mãos esquentavam as suas; estava no palco, fazendo seu show pra si mesmo, com a cabeça nas nuvens ou nas pernas daquela estrangeira; estava num bar levando um tapa de quem nunca te deu valor; estava até mesmo aqui, a um viaduto de distância, dizendo a outras o quanto você era sozinho comigo, o quanto você gostaria de fazer sucesso e comer groupies, o quanto você gostaria de conhecer o novo triplex dela, porque ela sim é rica, ela sim te interessa, ela sim pode pegar um avião quando quiser.

Era onde você estava. Em todas as coisas nas quais eu não existo.